Se eu fosse você faria tudo diferente, afinal somos todos diferentes. Por que insistimos tanto em querer que as pessoas façam tudo do nosso jeito? Não é porque nos achamos os donos da verdade, mas simplesmente porque temos nossa visão, nossa interpretação. Interpretação! Talvez essa seja a palavra para definir o que pensamos, decidimos e escolhemos.
Diante de um amigo que nos questiona sobre algum problema, temos a tendência de opinarmos em favor do amigo. Será que se conhecêssemos os dois lados tomaríamos o partido dele? Será que o nosso amigo é tão santo assim? Depende da nossa interpretação.
Diante de um crime não pensamos duas vezes em ficarmos contra o criminoso. Será que no lugar dele não faríamos mesmo? Os fins nem sempre justificam os meios. Depende da nossa
interpretação.
A interpretação nos leva a uma posição que pode ser a correta ou não. Pegamos os fatos, processamos em nosso cérebro e imprimimos nossa opinião. Criamos a nossa verdade que pode ser a verdade de fato ou simplesmente a verdade que nos favorece. A escolha do caminho a ser tomado vem da interpretação. O que eu faria se eu estivesse em seu lugar? O que eu faria se fosse você? Qual seria a minha interpretação dos fatos? Qual caminho eu tomaria? Para mim é fácil falar e difícil é ser você. Todos querem saborear o mel e não amargar o féu.
Numa história de ficção ou na interpretação simples de um livro ou texto, concordo que não passa de interpretação pessoal. Mas com relação à atitudes que são tomadas, por exemplo: crime, traição etc, eu diria que a questão é de caráter mesmo. Não tem nada de interpretação individual. Se fosse assim, fecharíamos os olhos para o mais terrível dos crimes, pela simples interpretação. Ainda que conheçamos os dois lados, precisamos ter a lucidez do que é ético e moral daquilo que não é. Quanto ao que nos acontece cotidianamente, aí sim, usamos nossos sentimentos com relação às pessoas, o que não siginifica que temos que nos apartar da ética e da moral. Amigo que é amigo, não deixa o outro fazer o que acha que deve apenas por gostar e acreditar nele, não fala apenas aquilo que o outro quer ouvir para simplesmente confortar, mas diz o que, realmente, o outro precisa e merece ouvir. Faz e fala o que é necessário. Se não for assim, não é amigo. E não vem com essa de que "o que é certo para mim, pode não ser para você". Certo é certo, errado é errado. Não existe meio termo. As únicas mentes que fogem a essa interpretação são as mentes psicopatas e débeis, ou seja, doentes. Estou cansada dessas tentativas para justificar o injustificável.
ResponderExcluirGeorgia.
Há sempre três lados em qualquer história:
ResponderExcluirO seu ponto de vista
O meu ponto de vista
E a verdade hehehehehe
Maritza
Julgar os comportamentos dos outros é muito fácil, porque são os outros e não a gente. Então podemos pensar o que quisermos. O maior risco que corremos é de estarmos sendo injustos com o outro, mas são os outros, mesmo sendo um “outro” querido. E por que julgar? Por que achar que só existe uma única resposta certa para uma questão ou uma única forma de agir? Sou muito pequena nesse mundão para presumir que sei tudo e que sempre farei as melhores escolhas e as melhores interpretações. Na minha opinião não existe a melhor interpretação e uma única verdade. Devemos nos preocupar em tentar fazer as “melhores” interpretações e acreditarmos nas nossas “melhores” verdades. E o que é o “melhor”??? Depende é uma boa resposta ... a minha melhor resposta.
ResponderExcluirPhicca, nem mesmo no caso de cometimento de um crime nós temos a certeza da verdade real. Quando se está diante de um processo judicial, a "verdade" em que o juiz se baseia para proferir sua sentença não é a "verdade-verdadeira", do fato efetivamente ocorrido e que ele não presenciou. É uma verdade "construída" pelas partes em litígio, a partir de suas afirmações, de suas alegações, de seus pontos de vista. Então, a interpretação pode sim construir uma "verdade" no mundo real, e isso nos permite dizer que existe verdade, mas nunca será uma verdade absoluta.
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